
O governo anunciou um orçamento de R$ 1,5 bilhão por ano para incluir canetas emagrecedoras no SUS, buscando ampliar o acesso ao tratamento de obesidade na população.
Aumento da utilização das canetas emagrecedoras
Recentemente, o uso de canetas emagrecedoras no Brasil experimentou um crescimento notável, com o número de usuários aumentando de 400 mil para mais de 750 mil por mês. Essa substância, utilizada para o controle da obesidade, despertou a atenção do governo federal, que anuncia novas medidas para ampliar o acesso à população.
O governo federal tem planejado incorporar os medicamentos emagrecedores ao Sistema Único de Saúde (SUS), destinando um orçamento de R$ 1,5 bilhão ao ano para essa finalidade. Essa ação visa proporcionar tratamentos gratuitos e eficazes para aqueles que não podem arcar com os custos das canetas no mercado privado.

Produção nacional e impacto nos custos
Uma das estratégias do governo para implementar as canetas emagrecedoras no SUS é a produção nacional, que promete reduzir os preços de aquisição em até 90%. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que garantias de produção local e a escala de compras do SUS contribuirão para a mudança no panorama de custos, tornando o tratamento mais acessível.
A entrada de novos fabricantes brasileiros no mercado foi incentivada, resultando no registro de 16 novos produtos, incluindo genéricos e similares, em 2025. Atualmente, ao menos quatro desses produtos são fabricados no Brasil, o que auxilia na finalidade de viabilizar a integração das canetas emagrecedoras ao sistema público de saúde.
Objetivos e aprovação da Comissão Nacional
Além de disponibilizar o tratamento para a população, o governo busca evitar gastos futuros com cirurgias e internações relacionadas à obesidade. O aumento no uso das canetas emagrecedoras no SUS é visto como uma forma de prevenir doenças e, consequentemente, diminuir os custos associados a tratamentos de saúde mais complexos.
A inclusão dessas medicações no SUS depende da avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que será responsável por analisar a viabilidade e o impacto das canetas nos tratamentos e no financiamento. O governo acredita que, além de promover a saúde, essa iniciativa resultará em uma significativa redução de internações e cirurgias bariátricas, promovendo uma abordagem mais holística no tratamento da obesidade.
