Semaglutida: Novo Nordisk negocia inclusão no SUS

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A Novo Nordisk está em negociação com o SUS para incluir a semaglutida, buscando garantir acesso ao tratamento injetável e planejando a versão oral.

Negociações sobre a semaglutida no SUS

A inclusão da semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS) está sendo discutida entre a farmacêutica Novo Nordisk e autoridades brasileiras, com foco em facilitar o acesso ao tratamento injetável. A empresa está empenhada em viabilizar a disponibilização desse medicamento, que é especialmente relevante no combate à obesidade, condição que afeta milhões de pessoas no Brasil.

A Novo Nordisk apresentou uma proposta ao Ministério da Saúde que enfatiza a importância do acesso e da acessibilidade financeira ao tratamento. O CEO da empresa, Mike Doustdar, afirmou a relevância de garantir que os pacientes possam acessar inovações médicas que trazem benefícios significativos, destacando o papel crítico que a semaglutida pode desempenhar na saúde pública.

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Foco no tratamento injetável e futuro do comprimido

Embora o foco principal das negociações seja a versão injetável da semaglutida, a Novo Nordisk já está considerando a inclusão de uma terapia oral no mercado brasileiro. No entanto, essa transição para a versão comprimido trará desafios distintos relacionados ao custo de produção e à eficácia do acesso. A empresa reconhece que os desafios são diferentes para a versão oral, mas acredita que é crucial resolver as questões de acesso para a forma injetável primeiramente.

O vice-presidente executivo de operações internacionais, Emil Larsen, comentou que o compromisso da Novo Nordisk é expandir as opções de tratamento de forma que beneficie o maior número possível de pacientes. Ele ressaltou que, para atender as necessidades do mercado brasileiro, especialmente em relação à obesidade, é necessário que mais pessoas iniciem e continuem o tratamento.

A previsão é de que, com a inclusão da semaglutida injetável, futuramente se possa também discutir a incorporação do comprimido após a regulação pela Anvisa. Este desenvolvimento é visto como um passo positivo, embora os desafios em torno de custos e regulamentações possam prolongar o tempo necessário até que isso se torne realidade.